domingo, 10 de julho de 2011

James Blackshaw & Nancy Elizabeth @ Teatro Maria Matos



Em vésperas de exame, e após muito estudo durante o dia, mesmo com a ressaca do dia anterior com o concerto de Boris, lá fui eu aventurar-me até Lisboa outra vez. Como estive até à última hora a decidir se ia ou não, lá me atrasei mais uma vez, mas desta vez deparei-me com uma situação nova, cheguei e não me deixaram entrar logo, tive então de esperar que a primeira música acabasse. Assim que entrei, deparei-me logo com mudanças na sala, estava uma banca provisória em frente ao palco, que acabou por tirar a mística à sala e também conforto. Agora indo ao que interessa, enquanto o James esteve em palco sozinho, foi um grande concerto, tocando as suas composições, e levando-nos a viajar para fora daquela sala, esteve tudo impecável, desde a sua mestria nas doze cordas, até ao à vontade com o público, só faltando mesmo umas projecções na tela. De seguida, houve uma colaboração entre os dois artistas, que começaram por tocar músicas do reportório do James, e depois da Nancy, até aqui tudo bem, o pior veio depois quando o James abandonou o palco, infelizmente a senhora não tem tanta qualidade quanto o seu compatriota, e isso notou-se durante a sua actuação, se ao principio, ainda foi giro, conforme o concerto avançava, foi se tornando penoso, a voz muito aguda e mais gritada que cantada, tornou-se algo insuportável. O desinteresse era óbvio pois parte da plateia decidiu ir abandonando, no entanto fiz um sacrifício e acabou por valer apena, pois a razão pela qual eu lá estava voltou ao palco para um encore, bastante bom. 
No fim saí com uma sensação agridoce, talvez até desapontado, pois fui para uma coisa e saiu-me outra, enfim espero por uma melhor oportunidade.

Boris & Russian Circles @ Musicbox



No geral tours com mais que um nome relevante, nunca passam por cá, portanto, embora já tenha visto estas bandas, é natural que tenha sentido alguma ansiedade pelo momento. 
Os Russian Circles, foram os primeiros a entrar em palco (que eu vi), como já era a terceira vez que os ia ver, já sabia bem o que esperar, aquele ambiente característico e todo o virtuosismo controlado que caracteriza as a suas actuações, esteve lá, no entanto penso que tenha sido a prestação mais fraca  a que assisti, aquelas pausas longas entre músicas, quebraram imenso a sua actuação, fazendo com que a mística e a intensidade se acabasse por perder. Não há mais nada a dizer, pois foi tudo aquilo a que nos já habituaram, a única diferença residiu na performance de uma música nova, que foi bastante boa.

Setlist: 
Harper Lewis
Geneva
Youngblood
309 (nova)
Malko
Station
Death Rides a Horse

De seguida subiriam ao pequeno palco do Musicbox, os japoneses Boris, detentores de uma discografia vastíssima não só em quantidade como em diferentes estilos de música, o que faz com que não consigamos advinhar qual o possível set. Desta vez fomos brindados com um pouco de tudo, desde as descargas rockeiras, a passagens disco, indo aos ambientes shoegaze e dreampop e acabando pela decadência doom e drone. A actuação começou explosiva, mas teve momentos um pouco a desejar nomeadamente nas passagens disco, mas o fim compensou e de que maneira essa falha, ao tocarem duas das suas melhores faixas, a Missing Places e o colosso doom que é a Aileron, e que só há uma palavra que o possa descrever e é brutal, como resultado andei com dores no pescoço ainda durante dois dias. Os músicos estiveram bem, destacando-se como sempre o baterista Atsuo e desta vez também o guitarrista que os Boris trazem sempre consigo nas digressões, o Michio Kurihara, que não sei se foi por tar mais perto de mim ou não, mas o senhor impressionou-me com a sua técnica, basicamente solou do principio ao fim, e quando falo em solos não são aqueles azeiteiros das bandas comuns de metal, mas sim de pura magia e experimentalismo da guitarra.

Infelizmente já se começa a tornar hábito, mas as actuações de Boris em Lisboa parecem estar assombradas, se da outra vez a policia resolveu encurtar o espectáculo, desta vez parece que foi a banda que resolveu tocar menos duas musicas que nas restantes datas, devido ao cansaço. 
Outro ponto negativo, foi a falta de esclarecimento quanto à hora do concerto, não digo que foi isso que me fez perder a actuação de Saade, mas gerou-me alguma confusão. E já para não falar no calor sentido, que seria estar a bater no ceguinho...

Setlist:
Riot Sugar
8
Statement
Attention Please
Party Boy
Spoon
Missing Pieces
Aileron

terça-feira, 5 de julho de 2011

Hall of the fame

Vou inciar uma rubrica em que vou dar a conhecer, aqueles que foram os álbuns, que mais me marcaram, e também deixar a minha música favorita do respectivo álbum.

My Blood Valentine - Loveless

My Bloody Valentine - Sometimes

Realease: 1991
Genre: Shoegaze
Label: Creation
Producer: Kevin Shields, Colm Ó Cíosíg

Mais informações : Loveless (album)

domingo, 3 de julho de 2011

Próximos a ir ao coreto



No ano passado devastaram o Porto e de que maneira, e desta vez voltam para dar cabo de mais pescoços, e eu como bom menino lá vou reptir a dose. É na terça e vêm apresentar novo álbum, que está mesmo muito bom, e acho que após muitas audições já posso dizer que é um dos melhores trabalhos da sua carreira.
Tenho alguma curiosidade para ver a nova reencarnação dos Blacksunrise, que lançaram já este ano um novo cd, que está bastante interessante, e que se não fosse a produção acho que ouviria mais. Os Another Day Will Come, não conheço, e se chegar a horas espero que me surpreendam.

sábado, 2 de julho de 2011

Converge

Ainda me lembro da aventura que foi descobrir estes senhores, vi o clip da Fault and Frature na MTV, e curiosamente foi o único que não tinha nome, apesar da internet já estar mais que implementada no meu quoatidiano, a pesquisa foi um bocado dificil, primeiro tentei tudo o que aparecesse escrito nas partes em que focava só a banda (cheguei ao cúmulo de gravar o video numa vhs), depois tentei perceber partes da letra, mas era um bocado difícil, e por fim descobri um site que tinha uma base de dados para bandas de core, lá fui investigando as que não conhecia, até que dei com o nome Converge, a partir desse momento, foi só consumir exaustivamente a discografia, e acompanhar o crescimento desta banda, que já deixou uma grande marca no universo musical. Álbuns como o Jane Doe, You Fail Me, No Heroes e Axe to Fall, tornaram-se rápidamente em clássicos do género, e por exemplo a revista Decibel, colocou os 4 na lista dos melhores da década passada. Apesar de não tão marcantes, pelo menos para mim, os álbuns anteriores não deixam de ser bons, e conseguem sempre suplantar qualquer banda de hardcore. 
Ao longo de vinte anos já editaram sete lps, duas compilações, um dvds e ainda um sem número de eps, singles e splits, dão concertos memoráveis, cheios de energia, e parecem não querer parar e ainda bem, já andam a preparar novo álbum, e marcaram uns quantos concertos pela Europa, mas infelizmente desta vez não passam pelo nosso canto.
Sei que não tenho tudo, mas o que falta, é um bocado difícil de achar, ou então é bastante dispedioso. Aqui fica a minha colecção que já tem algumas coisas esgotadas, e ainda os dois bilhetes dos concertos que vi.


Da esquerda para a direita e posteriormente de cima para baixo, é esta a lista do que tenho:
Converge & Coalesce - Among the dead we pray for light 7''
Converge & Dropdead - split 7''
Converge - On my shield 7''
Converge - Carring and Killing
Converge - Petitioning the Empty Sky
Converge - When Forever Comes Crashing
Converge - Jane Doe
Converge - You Fail Me
Converge - No Heroes
Converge - Axe to Fall
Converge & Agorophobic Nosebleed - The Poacher Diaries
Converge & Hellchild - Deeper the Wound
Converge - The Long Road to Home Dvd


Como bonús, ficam aqui dois videos dos concertos a que fui, um na sauna Tuatara em Lisboa em 2008 e outro no Revolver Bar em Cacilhas em 2010.

Converge - The Saddest Day

Converge - Concubine / Dark Horse

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Balanço

Agora que passamos metade do nosso calendário, deixo-vos os álbuns que mais me agradaram durante estes seis meses, em formato de top 15, sem qualquer ordem.

Altar of Plagues - Mammal


                                                                Belong - Common Era


Boris - Heavy Rocks

Cave In - White Silence


                                             Dark Castle - Surrender To All Life Beyond Form


Deafheaven - Roads to Judah


Hexvessel – Dawnbearer

Jesu – Ascention 

Liturgy - Aesthethica

Necro Deathmort - Music of Bleak Origin

The Black Dahlia Murder - Ritual

Touché Amoré - Parting the Sea Between Brightness and Me

Trap Them - Darker Handcraft

True Widow - As High As the Highest Heavens and from the Center to the Circumference of the Earth

Young And In The Way - I Am Not What I Am

Muitos ainda estão para ouvir melhor, outros já estão dissecados totalmente, o engraçado e o principal objectivo disto, é ver se qual a diferença entre este e o de fim de ano. 
Tenho de refirir que não foram só estes que gostei, e muitos dos que ficaram de fora merecem menção, como é o caso dos novos de Aosoth, Blood Ceremony, Blut Aus Nord, Burzum, Dornenreich, Earth, Heretoir, Indian, Krallice, Inthyflesh,  Indian, Pentagram, Pulling Teeth, Thruston Moore, Tombs, Ulver, We are the Damned e Woods of Desolation. 
Também já há desilusões, mas não é o de Morbid Angel, apenas porque não espero nada deles, mas sim o novo de A Storm of Light, e o de Zombi, não que sejam maus, mas apenas porque esperava mais.
Ainda há muita coisa para descobrir, e como não consigo estar quieto, este top amanhã pode ser bem diferente. Quem tiver sugestões e quiser mostrar, é sempre bem vindo.

Kyuss @ Incrível Almadense

Mais uma banda que se reuniu para ganhar uns trocos para a sua reforma, é certo que agora é moda, mas eu e muitos outros agradecemos esta oportunidade de poder ver algumas bandas influentes do mundo da música, coisa que até à bem pouco tempo não seria pensável, tudo começou quando o senhor Garcia foi ao Roadburn fazer um set dedicado a Kyuss, desde aí foi necessário apenas uns pequenos passos, para que toda a banda se reunisse, todos excepto o Josh Homme (falando apenas da formação clássica), e começarem a actuar sobre a designação de Kyuss lives!, para mim esse nome não existe, isto porque já vi imensas bandas tocarem sem a maior parte dos seus elementos fundadores e até algumas sem nenhum, portanto para mim são os Kyuss. 
Indo ao que interessa, o concerto, a expectativa era alguma, e não era para menos, estes senhores foram os autores de um dos meus álbuns favoritos de sempre o Welcome to the Sky Valley.  
A primeira parte esteve a cargo dos portugueses Miss Lava, que quando cheguei já estavam a sair do palco, confesso que não foi de propósito que fiz isto, mas ultimamente não tenho conseguido cumprir horários em relação a concertos, e já se começa a tornar um mau hábito. 
Depois de uma espera longa e desconfortável devido ao calor que se fazia sentir na sala, lá entraram em palco a nova reencarnação dos Kyuss, constituída por John Garcia, Brant Bjork, Nick Oliveri e o desconhecido Bruno Fevery. Começaram bem ao tocarem logo a faixa Gardenia, prometendo uma actuação explosiva, e que de facto foi até mais ou menos a meio do concerto, a partir daí, talvez devido ao calor que me tirava um bocado a atenção, houve momentos em que fiquei perdido, pois a actuação ficou algo monotona, e ainda cheguei a temer o pior quando o Garcia esteve uns quantos minutos fora do palco, mas lá para fim a vontade de estar ali voltou. O som ao longo do concerto esteve sempre mal, pareceu me saturado demais, os graves estavam bastante altos, o que dificultava por vezes a audição da bateria e até da voz. Apesar de uma setlist forte, faltaram algumas pérolas, e foi óbvia a falta da Demon Cleaner. 
Dado o passado destes senhores esperava outra atitude da banda, é certo que já não têm a mesma vitalidade de quando tinham vinte anos, mas o certo é que a sua presença em palco não  me conseguiu contagiar. O facto mais negativo da noite foi mesmo o guitarrista, que deu uns valentes "pregos" principalmente em solos. O ambiente esse era de puro histerismo, o pessoal vibrava completamente, andava tudo aos pulos, palminhas e no mosh, ou eu estou a ficar velho para estas coisas, ou meu criticismo está a ficar maior (modo convencido off). 
Não se pode dizer que tenha sido um mau concerto de todo, mas também não foi genial como já li, o que é certo é que às vezes é mais o público que faz a festa em vez da banda, portanto não me convenceram e se voltarem cá e o preço for novamente este, vou pensar duas vezes quando for altura de ir.

Fica aqui a setlist, que pelo que li foi encurtada em dois temas que estavam previstos:

1. Gardenia
2. Hurricane
3. Thumb
4. One Inch Man
5. Conan Troutman
6. Freedom Run
7. Asteroid
8. Supa Scoopa and Mighty Scoop
9. Fatso Forgotso
10. Odyssey
11. Spaceship Landing
12. Whitewater
13. El Rodeo
14. 100°
Encore
15. Green Machine

E já agora um video com má qualidade sonora mas foi o que se arranjou pelo youtube.