terça-feira, 12 de julho de 2011

Um coreto alargado


Até que enfim volto a ir a um festival urbano de Lisboa, infelizmente estas coisas são sempre organizadas em épocas de exame, algo que nunca percebi, pois tendo em conta que grande parte da possivel população que vai a este tipo de eventos, é estudante, mas pronto, eles lá sabem...
Um reparo à organização, não ficava nada mal chamar a isto Super Bock Super Indie, ficava mais fiel... 
Quais as razões que me levam a este festival? Perguntam vocês, bem, são mais do que aquelas que saltam à vista, para além do óbvio que será rever The Strokes, o cartaz oferece-me a oportunidade de finalmente ver Arcade Fire, que provavelmente será a minha banda indie favorita, e Portishead, que também venero, mais ainda o último álbum o Third. Para além destas, tenho grande curiosidade em ver Beirut, Tama Impala (descobri esta semana e têm um album poderoso), El Guicho, Junip, Rodrigo Leão, The Walkmen, Elbow, também não me importo de rever Artic Monkeys, apesar de já não me dizerem nada, mas não devem desiludir ao vivo.  Depois o resto se for bom é bonús, pelo menos no último dia já tenho hora de jantar marcada, que será no concerto de Slash, o momento mais azeiteiro do festival.

Hall of the fame - 2

Godflesh - Streetecleaner

Godflesh - Head Dirt

Release: 1989
Genre: Industrial Metal
Label:  Earache
Producer: J. K. Broadrick, G. C. Green

Mais informações: Streetcleaner (album)

domingo, 10 de julho de 2011

James Blackshaw & Nancy Elizabeth @ Teatro Maria Matos



Em vésperas de exame, e após muito estudo durante o dia, mesmo com a ressaca do dia anterior com o concerto de Boris, lá fui eu aventurar-me até Lisboa outra vez. Como estive até à última hora a decidir se ia ou não, lá me atrasei mais uma vez, mas desta vez deparei-me com uma situação nova, cheguei e não me deixaram entrar logo, tive então de esperar que a primeira música acabasse. Assim que entrei, deparei-me logo com mudanças na sala, estava uma banca provisória em frente ao palco, que acabou por tirar a mística à sala e também conforto. Agora indo ao que interessa, enquanto o James esteve em palco sozinho, foi um grande concerto, tocando as suas composições, e levando-nos a viajar para fora daquela sala, esteve tudo impecável, desde a sua mestria nas doze cordas, até ao à vontade com o público, só faltando mesmo umas projecções na tela. De seguida, houve uma colaboração entre os dois artistas, que começaram por tocar músicas do reportório do James, e depois da Nancy, até aqui tudo bem, o pior veio depois quando o James abandonou o palco, infelizmente a senhora não tem tanta qualidade quanto o seu compatriota, e isso notou-se durante a sua actuação, se ao principio, ainda foi giro, conforme o concerto avançava, foi se tornando penoso, a voz muito aguda e mais gritada que cantada, tornou-se algo insuportável. O desinteresse era óbvio pois parte da plateia decidiu ir abandonando, no entanto fiz um sacrifício e acabou por valer apena, pois a razão pela qual eu lá estava voltou ao palco para um encore, bastante bom. 
No fim saí com uma sensação agridoce, talvez até desapontado, pois fui para uma coisa e saiu-me outra, enfim espero por uma melhor oportunidade.

Boris & Russian Circles @ Musicbox



No geral tours com mais que um nome relevante, nunca passam por cá, portanto, embora já tenha visto estas bandas, é natural que tenha sentido alguma ansiedade pelo momento. 
Os Russian Circles, foram os primeiros a entrar em palco (que eu vi), como já era a terceira vez que os ia ver, já sabia bem o que esperar, aquele ambiente característico e todo o virtuosismo controlado que caracteriza as a suas actuações, esteve lá, no entanto penso que tenha sido a prestação mais fraca  a que assisti, aquelas pausas longas entre músicas, quebraram imenso a sua actuação, fazendo com que a mística e a intensidade se acabasse por perder. Não há mais nada a dizer, pois foi tudo aquilo a que nos já habituaram, a única diferença residiu na performance de uma música nova, que foi bastante boa.

Setlist: 
Harper Lewis
Geneva
Youngblood
309 (nova)
Malko
Station
Death Rides a Horse

De seguida subiriam ao pequeno palco do Musicbox, os japoneses Boris, detentores de uma discografia vastíssima não só em quantidade como em diferentes estilos de música, o que faz com que não consigamos advinhar qual o possível set. Desta vez fomos brindados com um pouco de tudo, desde as descargas rockeiras, a passagens disco, indo aos ambientes shoegaze e dreampop e acabando pela decadência doom e drone. A actuação começou explosiva, mas teve momentos um pouco a desejar nomeadamente nas passagens disco, mas o fim compensou e de que maneira essa falha, ao tocarem duas das suas melhores faixas, a Missing Places e o colosso doom que é a Aileron, e que só há uma palavra que o possa descrever e é brutal, como resultado andei com dores no pescoço ainda durante dois dias. Os músicos estiveram bem, destacando-se como sempre o baterista Atsuo e desta vez também o guitarrista que os Boris trazem sempre consigo nas digressões, o Michio Kurihara, que não sei se foi por tar mais perto de mim ou não, mas o senhor impressionou-me com a sua técnica, basicamente solou do principio ao fim, e quando falo em solos não são aqueles azeiteiros das bandas comuns de metal, mas sim de pura magia e experimentalismo da guitarra.

Infelizmente já se começa a tornar hábito, mas as actuações de Boris em Lisboa parecem estar assombradas, se da outra vez a policia resolveu encurtar o espectáculo, desta vez parece que foi a banda que resolveu tocar menos duas musicas que nas restantes datas, devido ao cansaço. 
Outro ponto negativo, foi a falta de esclarecimento quanto à hora do concerto, não digo que foi isso que me fez perder a actuação de Saade, mas gerou-me alguma confusão. E já para não falar no calor sentido, que seria estar a bater no ceguinho...

Setlist:
Riot Sugar
8
Statement
Attention Please
Party Boy
Spoon
Missing Pieces
Aileron

terça-feira, 5 de julho de 2011

Hall of the fame

Vou inciar uma rubrica em que vou dar a conhecer, aqueles que foram os álbuns, que mais me marcaram, e também deixar a minha música favorita do respectivo álbum.

My Blood Valentine - Loveless

My Bloody Valentine - Sometimes

Realease: 1991
Genre: Shoegaze
Label: Creation
Producer: Kevin Shields, Colm Ó Cíosíg

Mais informações : Loveless (album)

domingo, 3 de julho de 2011

Próximos a ir ao coreto



No ano passado devastaram o Porto e de que maneira, e desta vez voltam para dar cabo de mais pescoços, e eu como bom menino lá vou reptir a dose. É na terça e vêm apresentar novo álbum, que está mesmo muito bom, e acho que após muitas audições já posso dizer que é um dos melhores trabalhos da sua carreira.
Tenho alguma curiosidade para ver a nova reencarnação dos Blacksunrise, que lançaram já este ano um novo cd, que está bastante interessante, e que se não fosse a produção acho que ouviria mais. Os Another Day Will Come, não conheço, e se chegar a horas espero que me surpreendam.